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Reunindo um conjunto de 33 desenhos, biombos e pinturas, Ana Prata apresenta uma nova exposição no auroras. Os trabalhos, que variam de tamanho e tratamento pictórico com bastante desenvoltura, exploram diferentes códigos visuais, alimentando um vocabulário que evoca tanto imagens bastante figurativas até o desenvolvimento de padrões decorativos e anotações gráficas.

O conjunto de desenhos apresentados pela artista investiga, através da observação de uma mesma modelo e a constância do suporte, um repertório pictórico de referências da história da arte, ao mesmo tempo em que capta características da modelo – algo entre a atenção da retratística e a pesquisa de gestos e grafismos. As convocações que vão de Picasso (e um suposto primitivismo) a algo da estética punk e pop, se misturam com facilidade, mas a simplicidade da linguagem não se confunde, todavia, com uma ingenuidade infantil. Essa série evidencia a importância do desenho como raciocínio na obra da artista.

Expostos pela primeira vez, o grupo de grandes biombos de Ana Prata trazem a pintura para uma nova conformação no espaço, assim como criam uma dinâmica expográfica inusitada para uma mostra da pintora. Partindo da consciência de suas pinturas enquanto objetos, cada biombo estabelece uma relação específica entre suas partes,  desdobrando-se de  maneira distintas e, por vezes, adicionando também pequenas pinturas ou desenhos a essas superfícies no espaço. 


Ana Prata (1980, Sete Lagoas) é graduada em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (USP). A artista participou da 33a Bienal de São Paulo – Afinidades Afetivas, que aconteceu no Pavilhão da Bienal em São Paulo (2018), ela também apresentou exposições individuais na Galeria Isla Flotante (Buenos Aires, 2019); Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, 2018); Galeria Millan (São Paulo, 2014 e 2017); Pippy Houldsworth Gallery (Londres, 2016); La Maudite (Paris, 2015); Kubikgallery (Porto, 2015); InstitutoTomie Ohtake (São Paulo, 2012); Centro Cultural São Paulo (2009), entre outras. Foi indicada para o Prêmio PIPA em 2017, 2018 e 2019. Participou de exposições coletivas em instituições como o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Caixa Cultural (Rio de Janeiro, 2017); Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto, 2015); SESC_Videobrasil (São Paulo, 2011 e 2013); Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2011); Instituto Moreira Salles (Rio de Janeiro, 2013). Em 2011, ela foi artista residente na Casa de Arte Red Bull em São Paulo e na residência Unlimited, Nova York em 2016. Vive e trabalha em São Paulo, SP.

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Gathering a set of 33 drawings, folding screens, and paintings, Ana Prata presents a new exhibition at auroras. The works, which vary in size and pictorial treatment with great easiness, explore different visual codes, feeding a vocabulary that evokes both figurative images and the development of decorative patterns and graphic annotations.

The set of drawings presented by the artist investigates, through the observation of the same model and the constancy of the support, a pictorial repertoire of references in the history of art, while at the same time capturing characteristics of the model - something between the attention of portraiture and a research of gestures and formal variations. The summons that goes from Picasso (and a supposed primitivism) to something of the punk and pop aesthetic, mix with sagacity. This series shows the importance of drawing as a central aspect of the work of the artist.

Shown for the first time, the group of folding screens by Ana Prata bring the painting to a new conformation in space, as well as it creates an unusual dynamic for a show by the painter. Starting from the awareness of her paintings as objects, each screen establishes a specific relation between its parts, unfolding in different ways and sometimes also adding small paintings or drawings to these surfaces in space.

Ana Prata (1980, Sete Lagoas) graduated in Visual Arts from the University of São Paulo (USP). The artist participated in the 33rd Bienal de São Paulo - Affective Affinities, which took place at the Bienal Pavilion in São Paulo (2018); she also presented solo exhibitions at the Isla Flotante Gallery (Buenos Aires, 2019); Mário de Andrade Municipal Library (São Paulo, 2018); Millan Gallery (São Paulo, 2014 and 2017); Pippy Houldsworth Gallery (London, 2016); The Maudite (Paris, 2015); Kubikgallery (Porto, 2015); Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2012); Centro Cultural São Paulo (2009), among others. She was one of the nominees for the PIPA Award in 2017, 2018 and 2019. She participated in collective exhibitions at institutions such as the Museum of Contemporary Art of the University of São Paulo; Caixa Cultural (Rio de Janeiro, 2017); Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto, 2015); SESC_Videobrasil (São Paulo, 2011 and 2013); Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2011); Instituto Moreira Salles (Rio de Janeiro, 2013). In 2011, she was a resident artist at the Red Bull Art House in São Paulo and at Unlimited residence, New York in 2016. She lives and works in São Paulo, SP.

Biombos e retratos_ Veronica Stigger

Fonding Screens and Portraits _ Veronica Stigger

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