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Água parada

Com um degradê que vai de um verde escuro até um preto profundo, Marcius Galan apresenta Água parada, um projeto site specific na piscina do auroras. Simulando a decantação de água no fundo da piscina, o artista modifica o ambiente com precisão, pintando faixas de cor nos azulejos brancos. Essa imagem da água parada sofre uma mudança: ao invés de se manter fiel ao nível horizontal, as linhas que delimitam essas marcas estão em diagonais. Essa estranha variação, quase como se o centro de gravidade do mundo fosse deslocado, insere a obra dentro de um campo “impossível”.

Diferentemente das Seções Diagonais, esta instalação não procura criar um efeito de ilusão ótica. A linha que traçava o espaço, marcando uma diferença cromática em seus trabalhos anteriores, estabelecia um espaço complexo e ambíguo que demandava uma investigação cuidadosa por parte do observador em uma relação ativa. Se a sua prática frequentemente insta uma percepção que, num primeiro momento, é deixada com uma incerteza quanto aos materiais e, nesse caso, a verificação dos materiais não é possível através da penetração no espaço.

Confrontando o elemento construtivo da piscina a céu aberto ao invés da arquitetura tradicional que a obra se relacionava, a mera figuração de um deslocamento do eixo de gravitação da água reverbera, por consequência, numa série de fatores que acabam ligando uma decisão simples, de escala reduzida, à uma suposta modificação de todo um sistema físico do globo terrestre.  

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Stagnant Water

With a gradient ranging from a dark green to a deep black, Marcius Galan presents Stagnant Water, a site-specific project in auroras’ pool. Simulating the decanting of water at the bottom of the pool, the artist modifies the environment with precision, by painting stripes of color on the white tiles. This image of stagnant water undergoes a change: instead of remaining faithful to the horizontal level, the lines that delimit these marks are diagonal. This strange variation, almost as if the center of gravity of the world were displaced, inserts the work into the field of the "impossible".

Unlike the “Diagonal Sections”, this installation does not seek to create an optical illusion effect. The line that traced space in his earlier works, marking a chromatic difference, established a complex and ambiguous space that demanded a careful investigation by the observer in an active relationship. His practice often calls for a perception that is initially left with an uncertainty about materials but, in this case, the verification of materials is not possible through the penetration into the modified space.

Confronting the constructive element of the open-air swimming pool instead of the traditional architecture that the work used to be related, the mere figuration of a displacement of the gravitational axis of the water reverberates, consequently, in a series of factors that end up connecting a simple decision, of reduced scale, to a supposed modification of a whole physical system of the terrestrial globe.


Marcius Galan, Estudo para “Água Parada”, 2019

Marcius Galan, Estudo para “Água Parada”, 2019


Marcius Galan (Indianápolis, EUA - 1972) radicado no Brasil, Galan transita por diversos suportes, incluindo esculturas, instalações, fotografias, colagens e desenhos. Tem participado de grandes exposições nacionais e internacionais como Art and Space, Guggenheim (Bilbao, 2017) a 30x Bienal (São Paulo, 2013) a 8ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2011) e a 29ª Bienal de São Paulo (2010).  Recebeu, em 2011, o Cisneros Fontanals Commission Prize e, em 2012, o Prêmio PIPA, que o levou a uma residência artística na Gasworks, em Londres. Vive e trabalha em São Paulo.

Realizou individuais na Capela do Morumbi (São Paulo, 2018); Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto, 2018); Fundação Ema Klabin (São Paulo, 2017); Paço das Artes (São Paulo, 2001) e Centro Cultural São Paulo (1999). Participou de coletivas no MuBE (São Paulo, 2019, 2016); Museu de Arte Moderna de São Paulo (2018, 2014, 2013, 2011, 2009, 2007, 2006); Guggenheim Bilbao (2017); Phoenix Art Museum (2017); MASP – Museu de Arte de São Paulo (2017); Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2015, 2011, 2006); Pivô (São Paulo, 2015, 2014); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2015, 2011); Palais de Tokyo (Paris, 2014); Musée d’Art Contemporain de Lyon (2014); Wexner Center for the Arts (Columbus, 2014).

Sua obra está em importantes coleções no mundo como a Cifo, Cisneros Fontanals (Miami, EUA); JUMEX (Cidade do México, México); Instituto Inhotim (Brumadinho, Brasil); Instituto Figuereido Ferraz (Ribeirão Preto, Brasil); Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM-SP; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM Rio; Museum of Fine Arts (Houston, EUA); Museu Serralves (Porto, Portugal); e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

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Marcius Galan (Indianapolis, USA - 1972) based in Brazil, the artist has participated in major national and international exhibitions such as “Art and Space”, Guggenheim (Bilbao, 2017);  30x Bienal (São Paulo, 2013); the 8th Mercosur Biennial (Porto Alegre, 2011) and the 29th São Paulo Biennial (2010). In 2011 he received the Cisneros Fontanals Comission Prize and in 2012 the PIPA Prize, which led him to an artistic residency at Gasworks in London. Lives and works in São Paulo.

Presented solo shows at the Chapel of Morumbi (São Paulo, 2018); Figueiredo Ferraz Institute (Ribeirão Preto, 2018); Ema Klabin Foundation (São Paulo, 2017); Paço das Artes (São Paulo, 2001) and Centro Cultural São Paulo (1999). Participated in group shows at MuBE (São Paulo, 2019, 2016); Museum of Modern Art of São Paulo (2018, 2014, 2013, 2011, 2009, 2007, 2006); Guggenheim Bilbao (2017); Phoenix Art Museum (2017); MASP - Museum of Art of São Paulo (2017); Tomie Ohtake Institute (São Paulo, 2015, 2011, 2006); Pivot (São Paulo, 2015, 2014); Museum of Modern Art of Rio de Janeiro (2015, 2011); Palais de Tokyo (Paris, 2014); Musée d'art Contemporain de Lyon (2014); Wexner Center for the Arts (Columbus, 2014).

His work is in important collections around the world such as CIFO, Cisneros Fontanals (Miami, USA); JUMEX (Mexico City, Mexico); Instituto Inhotim (Brumadinho, Brazil); Instituto Figuereido Ferraz (Ribeirão Preto, Brazil); Museum of Modern Art of São Paulo - MAM-SP; Museum of Modern Art of Rio de Janeiro - MAM Rio; Museum of Fine Arts (Houston, USA); Serralves Museum (Porto, Portugal); and at Pinacoteca do Estado de São Paulo.



Foto |  Photo  Ding Musa

Foto | Photo Ding Musa


Agradecimento Galeria Luisa Strina