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O auroras tem o prazer de apresentar projetos simultâneos de três artistas: Débora Bolsoni, G. T. Pellizzi e Matheus Rocha Pitta. Mais do que criar uma relação direta entre as obras, a exposição possibilita um espaço compartilhado onde trabalhos entram em contato sem a necessidade de mediação ou discurso conciliador entre elas. O que existe em comum entre as obras dos três artistas é a pesquisa com diferentes materialidades latentes ou a utilização de materiais cotidianos, que pouco tem a ver com o “insumo artístico”. 

 Em continuidade à sua recente pesquisa, Matheus Rocha Pitta apresenta uma nova instalação que utiliza correntes, uma cadeira, “paus-de-selfie”, imagens e concreto. O atravessamento desses extensores do braço contemporâneo sustenta a cadeira, suspensa, em meio às correntes. A referência visual remete ao período ditatorial, agora atravessado por uma digitalização enrijecida onde o “apontar o dedo” está calcado nesse jogo de individualidades.

 Débora Bolsoni apresenta uma espécie de ‘mobile’ que pende do teto e, em suas extremidades, estão elementos que fazem parte de sua trajetória e que ela tem trabalhado como expurgos simbólicos. Além de um novo trabalho em tecido, uma grande escultura de ferro relaciona-se com a arquitetura da casa, suas dimensões e materiais. 

 Já o artista mexicano residente em Nova York, G. T. Pellizzi, apresenta novos trabalhos com canos metálicos, livros, lâmpadas e tecidos, materiais recorrentes na produção do artista. A experiência do artista em filosofia e arquitetura transparece em seu uso de estruturas temporárias e instalações de luz que lembram uma tradição construtiva e ambientes urbanos, não apenas na relação física desses materiais, mas também nas ideias de obstrução e deslocamento.


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auroras is pleased to present simultaneous projects by three artists: Débora Bolsoni, G. T. Pellizzi and Matheus Rocha Pitta. More than creating a direct relationship between the works, the exhibition provides a shared space where works come into contact without the need for mediation or conciliating discourse between them. What is common among the works of the three artists is their research with different materialities or the use of everyday materials, which has little to do with “artistic supplies”.

 Continuing his recent research, Matheus Rocha Pitta presents a new installation that uses chains, a chair, selfie sticks, images and concrete. The crossing of these extenders of the contemporary arm supports the chair, suspended, amid the chains. The visual reference refers to the dictatorial period, now crossed by a stiffed digitization where the "finger pointing" is grounded in this game of individualities.

Débora Bolsoni presents a kind of 'mobile' hanging from the ceiling and at its ends are elements that are part of her trajectory and that she has worked as symbolic purges. In addition to a new work in fabric, a large iron sculpture relates to the architecture of the house, its dimensions and materials.

 New York-based Mexican artist G. T. Pellizzi presents new works with metal pipes, books and lamps, recurring materials in the artist's production. The artist's experience in philosophy and architecture is reflected in his use of temporary structures and light installations that resemble a constructive tradition and urban environments, not only in the physical relationship of these materials, but also in the ideas of obstruction and displacement.


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Débora Bolsoni (Rio de Janeiro, 1975) é mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes – USP (2014). Estudou na EAV Parque Lage no Rio de Janeiro (1991 a 1993) e na Saint Martin School of Art em Londres (1993). Leciona Práticas Artísticas Contemporâneas na Fundação Armando Álvares Penteado desde 2018. Trabalha principalmente com instalação, escultura e desenho. Sua prática, cheia de deslocamentos conceituais e materiais, pode ser comparada ao jogo infantil conhecido como "estátua" em que os jogadores devem parar em sua posição e tentar, ao mesmo tempo, avançar até chegarem ao alvo. Entre as últimas exposições estão as individuais "O inferno de boazinha"- Galeria Superfície (São Paulo, 2018); “Coffee and Alphabets” Galeria Bendana-pinel (Paris, 2018); "No name, but names" Lab Drawing (Paris, 2017); "Descaracter" Galeria de Jaqueline Martins (São Paulo, 2016); e as mostras coletivas "Novas aquisições " na Pinacoteca de São Paulo (São Paulo, 2019); “The spear spike to point to nail the drip a drop the end of the tale” Ellen de Bruijne Projects Gallery (Amsterdã, 2016); “Condor Project” – The Sunday Painter Gallery (Londres, 2015); "Panoramas do Sul – 19º Festival de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil" – SESC Pompéia (São Paulo, 2015).

Matheus Rocha Pitta (Tiradentes, 1980) estudou História na UFF, Filosofia na UERJ (ambas no Rio de Janeiro) e trabalha com fotografia, escultura, vídeo e instalações. Ganhou o Prêmio Illy Sustain Art, Madrid (2008). Participou da 9ª Bienal de Taipei (2014) e da 29ª Bienal de São Paulo (2010). Seu trabalho faz parte de importantes coleções públicas, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil e o Castelo de Rivoli, em Turim, na Itália. Exposições individuais recentes incluem Künstleraus Bethanien, Berlim (2017); Gluck 50, Milão (2015); Fondazione Morra Greco, Nápoles (2013); Pivô, São Paulo (2013); e Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (2010). Participou da 9ª Bienal de Taipei (2014) e da 29ª Bienal de São Paulo (2010) e participou de exposições coletivas no Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro (2016); Matadero Madrid (2014); Museu de Arte Moderna, São Paulo (2014); Palais de Tokyo, Paris (2013); Krannert Art Museum, Illinois, EUA (2013); Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil (2011); e Institute d'Arte Contemporain, Lyon, França (2011).

G. T. Pellizzi (Tlayacapan, Mexico, 1978) estudou no St. Johns College, em Santa Fé, e na Chanin School of Architecture da Cooper Union. Ele esteve envolvido com vários coletivos de artistas e co-fundou a Bruce High Quality Foundation em 2001. Em 2016, Pelizzi foi premiado com a Inga Maren Otto Fellowship. Vive e trabalha em Nova York. Pellizzi mostrou no Jeu de Paume, Paris; Bienal do Museo del Barrio, Nova York; a Bienal das Américas, Denver; Kunsthalle Wien, Viena; Museu Whitney de Arte Americana, Nova York; MoMA PS1, cidade de Long Island; e Centro Georges Pompidou, Paris. Suas obras podem ser encontradas em inúmeras coleções públicas e privadas, como The Watermill Center, Water Mill, Nova York; Mana Contemporary, Jersey City; e o Museo Del Barrio, em Nova York.


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Débora Bolsoni (Rio de Janeiro, 1975) has a master in Visual Poetics from School of Communications and Arts - USP (2014). Studied at EAV Parque Lage in Rio de Janeiro (1991 to 1993) and at Saint Martin School of Art in London (1993). Teaches Contemporary Artistic Practices at Fundação Armando Álvares Penteado since 2018. Works mainly with installation, sculpture and drawing. Her practice, full of conceptual and material dislocations, can be compared to the children's game known as the "statue" in which players must stop in position and try to advance at the same time until they reach the target. Among her recent solo shows are "O inferno de boazinha"- Galeria Superfície (São Paulo, 2018); “Coffee and Alphabets” Galeria Bendana-pinel (Paris, 2018); “No Name, But Names” (Drawing Lab, Paris, 2017); “Descaracter” at Jaqueline Martins Gallery (São Paulo, 2016); “General Urbanism” at the Contemporary Athena Gallery (Rio de Janeiro, 2015). and the collective exhibitions "New Acquisitions" at the Pinacoteca de São Paulo (São Paulo, 2019); “The spear spike to point to nail the drip to drop the end of the tale” Ellen from Bruijne Projects Gallery (Amsterdam, 2016); “Condor Project” - The Sunday Painter Gallery (London, 2015); "Southern Panoramas - 19th SESC_Videobrasil" - SESC Pompeii (São Paulo, 2015).

Matheus Rocha Pitta (Tiradentes, 1980) studied History at the UFF, Philosophy at UERJ (both in Rio de Janeiro) and works with photography, sculpture, video and installations. Rocha Pitta was the recipient of the Illy Sustain Art Prize, Madrid (2008). He participated in the 9th Taipei Biennial (2014) and the 29th São Paulo Biennial (2010). His work is part of important public collections such as the Museum of Modern Art, Rio de Janeiro, Brazil and the Castello di Rivoli, Turin, Italy. Recent solo exhibitions include Künstleraus Bethanien, Berlin (2017); Gluck 50, Milan (2015); Fondazione Morra Greco, Naples (2013); Pivô, San Paolo (2013); and Centro Cultural Banco do Brazil, Rio de Janeiro (2010). He participated in the 9th Taipei Biennial (2014) and 29th Bienal de São Paulo (2010) and was included in group exhibitions at Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro (2016); Matadero Madrid (2014); Museu de Arte Moderna, San Paolo (2014); Palais de Tokyo, Paris (2013); Krannert Art Museum, Illinois, USA (2013); Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brazil (2011); and Institute d’Arte Contemporain, Lyon, France (2011).


G. T. Pellizzi (Tlayacapan, Mexico, 1978) studied at St. Johns College, Santa Fe, and the Chanin School of Architecture of Cooper Union. He has been involved with various artist collectives and co-founded the Bruce High Quality Foundation in 2001. In 2016, Pelizzi was awarded the Inga Maren Otto Fellowship. Pellizzi’s background in philosophy and architecture translates directly into his work. His use of temporary structures and light installations recalls the ubiquitous nature of construction sites in urban settings and explores the developments that they signify - not simply the physical progression of building, but also the embedded concepts of obstruction, displacement, power, and profit. The artist has shown at the Jeu de Paume, Paris; Museo del Barrio Biennial, New York; the Biennial of the Americas, Denver; Kunsthalle Wien, Vienna; Whitney Museum of American Art, New York; MoMA PS1, Long Island City; and Centre Georges Pompidou, Paris. His works can be found in numerous public and private collections such as The Watermill Center, Water Mill, New York; Mana Contemporary, Jersey City; and the Museo Del Barrio, New York.