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Marilia Furman  VER  Câmera de segurança, holofote 1000w, projetor e cadeira  Dimensões variáveis  2015

Marilia Furman

VER

Câmera de segurança, holofote 1000w, projetor e cadeira

Dimensões variáveis

2015

 O primeiro projeto selecionado no programa da Sala de Projetos de 2019 é a instalação imersiva VER de Marilia Furman. O projeto consiste em um sistema de filmagem e projeção simultâneo, no qual a imagem aparece somente na medida em que um espectador entra em quadro, sentando-se na cadeira disposta logo na entrada da sala escura, para onde uma câmera mira. Um holofote, ao lado da câmera, ilumina a cena, posicionado entre o espectador e a projeção de sua imagem na parede oposta. Desta maneira, embora a imagem seja exposta ao sujeito filmado, se impondo como única visão possível no ambiente, a luz do holofote, que possibilita a visibilidade, se interpõe de maneira agressiva aos olhos, cegando, ao invés de dar a ver.

VER tenta propôr a experiência de tal imposição, articulando exposição da imagem e mecanismos de vigilância, de modo a ecoar, não somente a constante vigília das imagens funcionais, mas também o fenômeno correlato da autorrepresentação virtual. O projeto é acompanhado pelo texto crítico de Uriel Bezzera (1992, Salvador) que também foi selecionado pelo júri no edital deste ano.


Marilia Furman (1982, São Paulo) é formada em artes plásticas pela Universidade de São Paulo (USP) e fotografia no SENAC. Representada pela PSM Gallery (Berlin) onde já apresentou duas individuais (2019, 2015), a artista busca construir o seu trabalho como crítica social e explicitar os limites da arte nesta tarefa. Seus trabalhos costumam investigar o universo da mercadoria e do trabalho, na exploração de materiais e meios diversos que possam dar corpo e visibilidade a estas questões.Participou de exposições em diversas galerias e espaços alternativos como a Galeria Jaqueline Martins (São Paulo, 2017); Um Trabalho, Um Texto (São Paulo, 2017); Franz Joseph Kai 3, (Viena, 2016); Casa do Povo (São Paulo, 2014); Itaú Cultural (São Paulo, Joinville e Recife, 2012; Rio de Janeiro, 2013) e foi gestora do espaço cultural Casa da Lagartixa entre 2004 e 2006.

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The first project selected in the 2019 Project Room program is Marilia Furman's immersive installation TO SEE. The project consists of a simultaneous film and projection system, in which the image appears only as a viewer enters the picture, sitting in the chair arranged at the entrance of the dark room, where a camera is aimed. A spotlight next to the camera illuminates the scene, positioned between the viewer and the projection of his image on the opposite wall. Thus, although the image is exposed to the subject, imposing itself as the only possible vision in the environment, the light of the spotlight, which enables visibility, aggressively interposes the eyes, blinding rather than making it visible.

TO SEE tries to propose the experience of such imposition, articulating image exposure and surveillance mechanisms, so as to echo not only the constant vigilance of functional images, but also the correlated phenomenon of virtual self-representation. The project is accompanied by the critical text by Uriel Bezzera (1992, Salvador) who was also selected by the jury in this year's open call.

Marilia Furman (1982, São Paulo) has a degree in fine arts from the University of São Paulo (USP) and photography by SENAC. Represented by PSM Gallery (Berlin) where she has presented two solo shows (2019, 2015), the artist seeks to build her work as a social critic and to explore the limits of art in this task. His works usually investigate the universe of the commodity and work, in the investigation of materials and diverse media that can give a body and visibility to these questions. She participated in exhibitions in several galleries and alternative art spaces such as Galeria Jaqueline Martins (São Paulo, 2017); Um Trabalho, Um Texto (São Paulo, 2017); Franz Joseph Kai 3, (Vienna, 2016); Casa do Povo (São Paulo, 2014); Itaú Cultural (São Paulo, Joinville and Recife, 2012; Rio de Janeiro, 2013) and was the manager of the cultural space Casa da Lagartixa between 2004 and 2006.