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Reunindo um conjunto de 32 desenhos, biombos e uma grande pintura, Ana Prata apresenta uma nova exposição no auroras. Os trabalhos, que variam de tamanho e tratamento pictórico com bastante desenvoltura, exploram diferentes códigos visuais, alimentando um vocabulário que evoca tanto imagens bastante figurativas até o desenvolvimento de padrões decorativos e anotações gráficas.

O conjunto de desenhos apresentados pela artista investiga, através da observação de uma mesma modelo e a constância do suporte, um repertório pictórico de referências da história da arte, ao mesmo tempo em que capta características da modelo – algo entre a atenção da retratística e a pesquisa de gestos e grafismos. As convocações que vão de Picasso (e um suposto primitivismo) a algo da estética punk e pop, se misturam com facilidade, mas a simplicidade da linguagem não se confunde, todavia, com uma ingenuidade infantil. Essa série de obras evidenciam a importância do desenho como raciocínio na obra da artista.

Expostos pela primeira vez, o grupo de grandes biombos de Ana Prata trazem a pintura para uma nova conformação no espaço, assim como criam uma dinâmica expográfica inusitada para uma mostra da pintora. Partindo da consciência de suas pinturas enquanto objetos, cada biombo estabelece uma relação específica entre suas partes,  desdobrando-se de maneira distintas e, por vezes, adicionando também pequenas pinturas ou desenhos a essas superfícies no espaço. 

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Ana Prata,  Marcela,  2016, técnica mista sobre papel, 29,7 x 21 cm

Ana Prata, Marcela, 2016, técnica mista sobre papel, 29,7 x 21 cm

 

Ana Prata (1980, Sete Lagoas) é graduada em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (USP). A artista participou da 33a Bienal de São Paulo – Afinidades Afetivas, que aconteceu no Pavilhão da Bienal em São Paulo (2018), ela também apresentou exposições individuais na Galeria Isla Flotante (Buenos Aires, 2019); Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, 2018); Galeria Millan (São Paulo, 2014 e 2017); Pippy Houldsworth Gallery (Londres, 2016); La Maudite (Paris, 2015); Kubikgallery (Porto, 2015); InstitutoTomie Ohtake (São Paulo, 2012); Centro Cultural São Paulo (2009), entre outras. Ela foi uma das indicadas para o Prêmio PIPA em 2017, 2018 e 2019. Participou de exposições coletivas em instituições como o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Caixa Cultural (Rio de Janeiro, 2017); Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto, 2015); SESC_Videobrasil (São Paulo, 2011 e 2013); Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2011); Instituto Moreira Salles (Rio de Janeiro, 2013). Em 2011, ela foi a artista residente na Casa de Arte Red Bull em São Paulo e na residência Unlimited, Nova York em 2016. Vive e trabalha em São Paulo, SP.

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